Resumo do estudo

A adoção de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) no trabalho docente tem ampliado as possibilidades de planejamento, produção de materiais e organização pedagógica. No contexto educacional, a IA reúne diferentes tecnologias e recursos, com variadas oportunidades de aplicação nos processos de ensino e aprendizagem.

Nesse cenário, torna-se relevante compreender quais plataformas de IA integram a prática dos professores, a recorrência e a diversidade de soluções adotadas. Este estudo mapeou, em caráter exploratório, as ferramentas de IA utilizadas por professores e sua frequência, identificando padrões de aplicação e diversidade tecnológica.

Trata-se de uma pesquisa exploratória com abordagem quantitativa, realizada por meio de questionário on-line no Google Forms, divulgado via WhatsApp, entre 17 e 18 de agosto de 2026, respondido por 55 professores de diferentes redes, etapas e cidades do Vale do Sinos/RS.

Os dados foram analisados por estatística descritiva, tendo em vista frequências e percentuais. A amostra foi não probabilística, por conveniência, considerando a acessibilidade dos participantes.

A análise considerou a presença da IA no trabalho docente, sua frequência, as ferramentas adotadas e suas aplicações profissionais.

Dos entrevistados, 96,4% afirmaram que utilizam IA em atividades docentes, sendo 20% que acessam diariamente e 58,2% algumas vezes por semana.

O ChatGPT aparece como ferramenta predominante, citado por 85,5% do grupo, seguido por Canva com recursos de IA (54,5%), Gemini (49,1%) e NotebookLM (25,5%). Claude e Microsoft Copilot foram mencionados por 7,3% cada, enquanto DeepSeek e Teachy apareceram com 1,8% cada.

Entre os principais usos destacam-se a criação de atividades (72,7%), organização de ideias (60%), planejamento de aulas (52,7%), elaboração de avaliações (50,9%) e produção ou adaptação de materiais (47,3%).

A pesquisa indica ampla adesão da IA entre os participantes, com forte predominância do ChatGPT. Ainda assim, outras ferramentas também aparecem entre os usos relatados, indicando uma tímida diversificação do repertório tecnológico.

Embora o desenho metodológico e a composição amostral não permitam a generalização dos resultados, os dados sugerem que a diversificação dos instrumentos de IA utilizados pelos professores participantes ainda se encontra em estágio inicial.

Palavras-chave: Inteligência Artificial; Prática pedagógica.

Resultados do estudo

55
Professores participantes
96,4%
Relataram utilizar IA em atividades docentes
85,5%
Citaram o ChatGPT
72,7%
Relataram utilizar IA para criar atividades

Resultados referentes a uma amostra não probabilística, por conveniência, de 55 professores do Vale do Sinos/RS. Os percentuais não representam estimativas para a população docente em geral.

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Referências do estudo

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

MOURA, Adelina; CARVALHO, Ana Amélia A. Inteligência Artificial para ensinar e aprender. In: ALVES, Lynn (org.). Inteligência Artificial e educação: refletindo sobre os desafios contemporâneos. Salvador: EDUFBA; Feira de Santana: UEFS Editora, 2023. p. 155–168.